INTRODUÇÃO
Numa roda de discussão sobre um tema para o nosso
projeto surgiu a idéia de pesquisarmos sobre os
índios.
Queríamos descobrir como era o seu modo de vida,
suas crenças, costumes, enfim, sua cultura.
Além disso, era importante apontar a diversidade
cultural entre esses povos para, assim, desmistificar
a idéia de que todos os índios são
iguais e têm o mesmo modo de vida.
Outro foco seria mostrar aos nossos alunos a luta destes
homens para a preservação do ambiente, uma
vez que temos como projeto institucional o “Saber
cuidar”.
No decorrer do estudo, vários assuntos surgiram,
aliás, ainda surgem e, por isso, recebemos visitas
que contribuíram muito para o nosso conhecimento.
A primeira foi a do fotógrafo Alessandro Carvalho
que visitou o povo Krenak assim que reconquistaram suas
terras. Ele nos contou um pouco sobre esta luta, como
viviam os Krenak nesta época e, claro, nos mostrou
fotos incríveis para ilustrar um pouco do que foi
discutido. Quem se interessar em vê-las, basta acessar
o site www.aphoto.hpg.com.br


Já a Diana, uma antropóloga
que é tia da Laura (aluna da turma) nos contou
também sobre os Krenak, porém ela os visitou
na época em que perderam suas terras. Ficamos sabendo
do quanto foi sofrido, da perda da sua identidade (costumes,
língua), uma vez que tiveram que morar na Fazenda
Guarani, se juntando a outros povos e, até mesmo,
viverem na zona urbana onde muitos se casaram com os brancos.
Ficamos fascinados com as curiosidades, principalmente
a da lenda das Sete almas e muito felizes em saber que
hoje eles conseguiram se unir novamente (são 53
famílias fazendo parte deste povo) resgatando valores,
costumes, crenças e, até mesmo, reaprendendo
a língua Krenak.

Outra visita que recebemos foi a da Marinalva.
Ela é contadora de histórias, mãe
do Gabriel Jordane (aluno da turma) e veio nos contar
algumas lendas indígenas.
Ficamos conhecendo a história do morro Mochoara,
do Boto e também a lenda do Baíra.



E como criança gosta de brincar,
é claro, que brincadeira indígena não
pode faltar, A Heloísa que é mãe
do Henrique (aluno da turma) veio nos ensinar uma chamada
Cama de Gato. Quem ainda não sabe, vale a pena
experimentar para ver como é gostoso.
Leia as instruções e mãos à
obra...
Alguns povos indígenas são
craques em formar figuras com um fio preso nos dedos sabem
Eles como fazer uma flecha, uma estrela, um pilão
e muitas outras coisas. Os carajás, por exemplo,
conseguem trançar o cordão formando mais
de vinte desenhos diferentes. Entre os brancos,
esse passatempo ganhou o nome de cama-de-gato. Quer aprendê-lo?
Então, amarre as duas pontas do barbante com um
nó e chame um amigo para brincar.Um de vocês
prepara o fio como nos esquemas 1 a 5. Daí, começam
a passar o fio um para o outro, formando figuras como
mostra a seqüência abaixo. Com um pouco de
treino, vocês podem bolar novos desenhos.